Quem me acompanha há algum tempo sabe que eu gosto de correr e de pedalar, mas confesso que gosto muito mais de fazer ouvindo música. O poder motivador da música nesses momentos é claro. Se não fosse, idéias como o spinning não fariam tanto sucesso.

Mesmo assim, quando eu ia pedalar nem sempre lembrava de levar um MP3 player comigo. Para correr era quase obrigatório, mas pra pedalar nem sempre. Depois que conheci o spinning vi o barato que é, e comecei a montar minhas listinhas pra ouvir nas pedaladas. São extensas, com momentos mais calmos e momentos mais pilhados. Delas, separei 5 músicas pra compartilhar com vocês:

  1. One more time” - Daft Punk: Boa pra começar a pedalada, com um bom ritmo e uns trechinhos mais tranquilos. Tipo de música que funciona bem nas pistas de dança e nas pistas de corrida e pedalada
  2. Andar com fé” - Pepeu Gomes e Gilberto Gil: A mensagem dessa música me motiva bastante, por si só. E esse arranjo com o Pepeu (no meio de uma versão de “Eu também quero beijar”) dá um tempero todo especial para a música.
  3. Frevo mulher” - Monobloco: Essa é a música perfeita para dar aquela acelerada nos pedais e ganhar velocidade. Eu gosto MESMO é da versão do Bangalafumenga, mas essa aqui é a que mais se aproxima dela.
  4. The solace of you” - Living Color: Outra boa música pra começar a pedalada. Pouca gente conhece, mas é uma música com a qual me identifico bastante. E isso faz com que seja altamente motivante na pedalada.
  5. Eye of the tiger” - Survivor: Música que dispensa apresentações, pelo menos para os que acompanharam os filmes famosos dos anos 80 e 90. Essa é do filme Rocky III e virou símbolo de treinamento de superação pra muita gente. Pra mim inclusive.

It ain’t over ’till it’s over” - Lenny Kravitz

Fiquei um bom tempo sem seguir essa brincadeira que eu criei. Parei um tempo pra pensar nas músicas começadas por I, vi muitas que gosto, mas ainda não tinha dado aquele estalo pra escrever. Estava quaaaase escrevendo sobre outra do The Cure (com certeza a “In-between days”, Maria).

Só que nas redes sociais que participo (mais especificamente no twitter e no blip) andou rolando papos interessantes falando de músicas de fossa e os tropeços que passamos até cair na mais pura dor de cotovelo. Pensando nisso passei no blog do Doug e o assunto era exatamente esse! Na hora de comentar, me veio à mente essa música do Lenny Kravitz, que além de entrar no assunto é uma delícia de ouvir.

A letra não tem os versos rebuscados do R.E.M. (que eu me amarro), nem o romantismo cafajeste de Axl Rose no Guns, nem a verve adolescente das letras antigas do Smiths. É pá-pum, direto ao assunto. Vejam:

So many tears I’ve cried
So much pain inside
But baby it ain’t over ’till it’s over

So many years we’ve tried
To keep our love alive
But baby it ain’t over ’till it’s over

Perfeito, não acham? Quem não teve um pensamento desses no embate de um relacionamento que atire o primeiro CD

Como já disse aqui e no Vida de Navegante, é impressionante o apelo que o assunto ‘fossa‘ tem junto a quem lê blogs. Acho que isso deve ser algo cultural, essa coisa de brasileiro se achar coitado e se unir na adversidade. Ou até é do ser humano, brasileiro ou não.

Fato é: meu post falando das 5 músicas pra se ouvir na fossa foi o que mais comentários recebeu por aqui. E ontem, ao voltar pra casa um tanto melancólico sem nenhuma razão concreta, resolvi mandar no blip.fm uma sequência de músicas nessa linha. Apelidada carinhosamente de #mimimi (alusão a hashtag do twitter para chororôs e afins), teve ótima receptividade por quem me ouve no blip e me rendeu uma grande quantidade de props num curto espaço de tempo.

blipfm_lgComeça lenta, com uma do Barão que pouca gente se lembra e uma pérola de Alceu Valença e emenda na música-despedida dos Hoodoo Gurus em seu último álbum. A melancolia continua com Coldplay e Radiohead (‘No surprises’ é quase covardia numa lista dessas) até a MPB jogar suas tintas com uma recente do Lenine e uma das mais inspiradas de Almir Satter (inclusive regravada por Maria Bethânia).
U2 segue a lista com o hino dos descontentes, e depois coloco a primeira de Cazuza em carreira solo. Depois outra do Radiohead (no ótimo cover feito por KT Tunstall), e daí a lista vai ficando mais animada: ri de si mesma com a breguice de Fagner, e anima com uma ótima do Barão, uma dos primórdios dos Titãs e fechando com uma relativamente recente do New Order. Em outras palavras, eis a lista:

Achava que só mesmo largado em casa num dia de chuva (seja de férias, seja no fim de semana) para ter a idéia de uma lista dessas. Mas depois que montei todo um playlist no iPod para ouvir deitado na rede olhando para o nada, percebi que essas músicas são muito mais presentes que pensamos nas listinhas que fazemos todos os dias.

Aqui vão minhas 5 principais:

5. Construção” - Chico Buarque: além da curiosidade de terminar todos os versos com palavras proparoxítonas (quase todos, pois no trechinho final ele passa a brincar com verbos de 3ª conjugação), essa aqui me transporta diretamente para os almoços que meu pai fazia na minha infância em tardes nubladas e chuvosas, onde eu ficava no sofá imaginando aquela história contada pelo Chico se materializando.

4.
Rocket” - Smashing Pumpkins: essa estava esquecida no meio de uma penca de músicas anos 90 de um playlist velho que eu tenho, e só mesmo o shuffle para desenterrá-la pra mim. Remete aos tempos de faculdade, época em que eu descobri muita coisa boa de música que ouço até hoje. Na época eu era mais viciado na “Today“, do mesmo álbum.

3. O tempo não vai passar” - Blitz: desde moleque que eu gosto de ouvir essa música pra pensar na vida. Nem lembro se chegou a tocar em rádio (acho que não), mas lembro dela num especial altamente viajandão (no estilo Armação Ilimitada) que a banda fez na TV Globo.

2. Trilhos Urbanos” - Bangalafumenga: fiquei fascinado com essa música desde a primeira vez que a ouvi (e toquei), num ensaio do bloco. Eu achava que era mérito pura e simplesmente da levada de jongo que o Rodrigo Maranhão usou nessa versão, mas depois de ouvir outros jongos bem legais vi que o arranjo como um todo é que dá o brilho a essa música. A bateria começa ao processo hipnótico que leva a divagação, mas a flauta transversa entre as estrofes faz toda a diferença. Muito mais do que os assovios da versão original do Caetano.

1. One” - Metallica: outra música ressuscitada pelo shuffle do iPod, e numa época em que estou redescobrindo músicas de metal que eu me amarrava há alguns anos (mérito do show do Iron Maiden, que me fez perder a implicância com o estilo que criei de uns tempos pra cá). Letra e melodia me parecem simplesmente perfeitas ao narrar os pensamentos de um soldado que perdeu os sentidos e a mobilidade (braços e pernas), tornando-se prisioneiro do próprio corpo, baseado no livro ‘Johnny vai à guerra‘, de Dalton Trumbo. Agora mesmo quando paro sem música alguma a pensar em alguma coisa, vem à minha mente os solos de guitarra dessa música

Menção honrosa:
No surprises” - Radiohead (ouço pacas também, mas troquei essa pela da Blitz, pra lista não ficar deprê demais)

Já falei por aqui antes, mas repito: estou adorando o fato do Rio ter voltado a ser rota das turnês internacionais! Só acho uma pena que meu bolso não possibilite que eu acompanhe tudo de bom que tem aparecido, mas tudo bem.

img_0029Agora em março tivemos várias visitas ilustres. No dia 13, o Keane se apresentou novamente no Citibank Hall após quase 2 anos, com a turnê do álbum Perfect Symmetry. Pra mim foi incrível: conseguiram fazer um show ainda melhor do que o de 2007, pela turnê do álbum ‘Under the Iron Sea‘. Conhecia pouco do Perfect Symmetry, e nada melhor do que conhecer as suas músicas ao vivo de uma banda que eu sei que manda bem melhor nos shows do que em estúdio. Mas pra mim o destaque foi para a versão voz e violão que Tom Chaplin fez para The Frog Prince, do álbum anterior. Excelente!

14032009_008No dia seguinte, foi a vez dos veteranos do Iron Maiden enlouquecerem seus fãs fiéis de várias gerações no palco montado na Apoteose. Dessa vez, fiz questão de estar presente pra conferir a performance deles ao vivo. Não sou um típico fã de metal, mas gostava muito quando era mais novo. No entanto, gosto bastante de ver os shows pela performance dos músicos, mesmo quando não conheço o repertório. Pra mim, bandas de metal das boas levam muito em consideração o show como um todo (e não só a música), então acabo seguindo meus amigos que realmente entendem do estilo e não tenho me arrependido. E no show do Iron então, nem se fala! Um SENHOR show de rock, uma grande demonstração de vitalidade e competência dos coroas ingleses. Agora entendo um pouco como eles geram essa paixão tão grande junto a seus fãs.

E na semana seguinte, na mesma Apoteose, cariocas e turistas puderam assistir ao show de Kraftwerk e Radiohead, com abertura do Los Hermanos, recém reunidos. Infelizmente, fiquei fora dessa. :(

Amanhã terá o show dos veteranos do Kiss. Espero estar lá pra ver de perto, porque é outro imperdível

Have you ever seen the rain” - Creedence Clearwater Revival

Uma das músicas mais tocadas e regravadas dos anos 70. Melodia simples e letra marcante, que já suscitou várias interpretações por parte dos fãs desta bela música. Uma das mais famosas fala que é uma alusão à guerra do Vietnã, falando da chuva de bombas. No entanto, John Fogerty (autor da música) esclarece que a letra reflete o momento tenso pelo qual a banda passava na época, que culminou na saída de Tom Fogerty da banda em 1971, logo após o lançamento do álbum Pendulum (do qual a música faz parte)

Ouvi essa música pela 1ª vez no início dos anos 90. Era uma fase de reflexão, estava mudando de curso e de faculdade. Lembro que a melodia tranquila e a simplicidade do que era cantado me ajudaram bastante a enfrentar aquele período conturbado. A música ficou na minha memória como um alento nos períodos complicados da vida. Como se alguém dissesse: “Não se preocupe demais, tudo passa”.

Dada a quantidade de versões cover feitas para essa música, pelo visto não fui o único a me sensibilizar com ela. ;)

tn_img_0010E o carnaval do Rio foi uma grande farra a céu aberto. Como comentei com alguns amigos, a última vez que vi a cidade tão cheia foi no reveillon de 1999 para 2000, onde em determinados bairros via mais carros com placa de outros estados do que daqui.

Graças ao trabalho de alguns abnegados que acreditaram na volta à tradição do carnaval de rua carioca, tivemos esse ano um grande festival de blocos dos mais variados estilos enchendo as ruas e agitando a massa. Bom, acho que faltou uma ênfase: agitando a MASSA. Porque em determinados blocos, tinha gente DEMAIS! Apesar de alguns blocos mais badalados não divulgarem o horário do desfile ou mesmo divulgar informações erradas propositalmente (o que eu acho um absurdo, mas tudo bem), a superlotação comprometeu a diversão em alguns destes.

tn_img_0032No caso do Céu na Terra (na minha opinião, um dos melhores do nosso carnaval), a alternativa foi sair no desfile pré-carnavalesco, no sábado da semana anterior. No caso do Simpatia é Quase Amor e do Cordão do Bola Preta, eu realmente não sei o que dizer. Há algum tempo evito ir neles por conta da superlotação. O meu muy querido Bangalafumenga, por exemplo, está numa situação complicada: neste ano ficou claro para muitos que a Rua Pacheco Leão já não comporta a quantidade cada vez maior de simpatizantes. Muitas pessoas que foram ao “desfile” (ênfase nas aspas, pois pelo 2º ano consecutivo o bloco ficou parado devido a superlotação da rua) não conseguiram sequer chegar perto da bateria, e alguns mal ouviam as músicas. No caso deles, fica a dúvida: dividir o bloco em dois? Fazer mais de uma apresentação ? Trocar o lugar ? Deixar como está ? Aguardemos o ano de 2010.

tn_img_0018Exatamente por isso, digo que o grande lance desse carnaval foi investir na diversificação: conhecer novos blocos, alguns dissidentes dos grandes ‘medalhões’. Por conta disso, quem foi no Cordão do Boi Tolo (spin-off do Cordão do Boitatá) se deu muito bem. Os que deixaram de ir na concentração do Quizomba (também um dos melhores do carnaval) para acompanhar a Orquestra Voadora junto ao MAM também se divertiram bastante com uma grande diversidade de músicas em ritmo de marchinha (desde o tema de Spectreman até Billie Jean, de Michael Jackson, sem falar em outros temas tradicionais de carnaval).

tn_img_0005Mas ao meu ver, a grande revelação deste ano foi o Exalta Rei. Formado este ano, o bloco cruzou a Urca tocando músicas de Roberto Carlos em ritmo de marchinha até parar em frente ao prédio em que ele mora, na Av. Portugal. Uma divertida homenagem a um dos grandes nomes da música brasileira, que retribuiu o carinho acenando na sacada de seu apartamento e do playground, recebendo flores e segurando o estandarte do bloco. Quem não foi, perdeu.

Inspirado nas listas postadas pelos amigos Maria e Surfista, resolvi fazer uma listinha semelhante. Por motivos óbvios, eu corria o risco de fazer uma lista muito parecida com a Top 5 de gelar o estômago. No entanto, tenho a oportunidade de fazer justiça às músicas que ficaram de fora daquela lista mas que também remexem minhas tripas.

Tal qual fez meu amigo platinado, vou dividir em 2 times. Reparem que eu não estou numerando as listas, por TOTAL INCAPACIDADE de estabelecer um ranking entre as músicas, dada toda a subjetividade envolvida.  Vamos lá:

Seleção brasileira

  • Um pro outro” - Lulu Santos: parece um verdadeiro contrassenso uma música que fala de reencontro ser uma música de fossa. E é. Música que marcou um término de namoro dos mais tristes, e seus versos na verdade só acentuaram a frustração daqueles dois não terem sido feitos um pro outro.
  • Outra vez” - Roberto Carlos: seja pela melodia, seja pelo tom de despedida dos versos, é uma música que realmente bate lá no fundo. Destaque para um dos meus versos prediletos: “você é a saudade que eu gosto de ter
  • Futuros amantes” - Chico Buarque: além de ser uma música que joga a realização para um futuro distante, ela ficou marcada pra mim por ser a música final do filme ‘Pequeno dicionário amoroso’, quando se vê que Luiza e Gabriel realmente foram cada um pra seu lado. Virou sinônimo de fim, e sempre que a fila anda eu a escuto.
  • Aquarela” - Toquinho: bateu forte ao fim do relacionamento mais longo que tive até então, quando ficou claro que os sonhos projetados por aquele belo casal se descoloriram e se desfizeram.
  • Abraços e brigas” - Edgard Scandurra: música pouco conhecida (é da carreira solo de Edgard Scandurra, guitarrista do Ira!), que retrata fielmente o fim de um relacionamento conturbado. Daqueles que todo mundo já teve, com certeza

Resto do mundo

  • It might be you” - Stephen Bishop: música da trilha sonora do filme ‘Tootsie’, que graças ao shuffle do iPod eu fui ouvir justo na pior das fossas. Foi nocaute técnico, especialmente quando Bishop cantou “Looking back as lovers go walking past… / All of my life /
    Wondering how they met and what makes it last / If I found the place / Would I recognize the face?
  • Hope there’s someone” - Antony and the Johnsons: também um lamento a busca de um alguém, que ganha boa dose de drama com o vocal lamurioso de Anthony, especialmente quando canta “There’s a ghost on the horizon / When I go to bed / How can I fall asleep at night / How will I rest my head“. Igualzinho aos pensamentos que temos no auge da fossa, ao bater a cabeça no travesseiro. Pra piorar, está diretamente relacionada à mulher de porcelana.
  • Lover why?” - Century: noite mal dormida, pensamentos mil, o excesso de álcool ainda se fazendo presente nos sentidos, nos reflexos e no martela que cisma em bater dentro da cabeça. No rádio, tudo fez sentido: “I need you / So far from hell, so far from you / ‘Cause heaven’s hard and black and gray / You’re just a someone gone away / You never said goodbye / Why, lover why ?
  • Fake plastic trees” - Radiohead: Já falei bastante a respeito dessa aqui, mas depois de falar do milagre falo do santo: além de Radiohead ser perfeito pra ser ouvido na fossa (pelo conjunto da obra), bateu muito bem quando finalmente me livrei de um plastic love, pessoa tão vazia quanto a da música.
  • Come back” - Pearl Jam: essa é mais do que fossa, é a formalização da dor de cotovelo clássica. Além da melodia ser maravilhosa também.

Menções honrosas

  • Everybody hurts” - R.E.M.: Embora não tenha me marcado tão forte como as que citei acima, tem uma letra bastante sugestiva (”everybody hurts sometimes”) e é uma das prediletas de muita gente quando dá seus tropeços sentimentais.
  • Detalhes” - Roberto Carlos: não tinha como deixar de citar essa música! É a música que simboliza de forma mais lírica o que outra música simplificou com “levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”. Só não constou na lista oficial por preciosismo meu, de não repetir músicas do Top 5 de gelar o estômago. Mesmo assim, cabe ao menos essa menção

Nova fonte

Durante muito tempo, o eMule era o meu pastor, e música alguma me faltava. De uns 2 meses pra cá, tem sido quase impossível encontrar músicas em variedade e quantidade, sem contar a lentidão para baixar, em virtude do tamanho das filas e do pouco tempo que a maioria dos usuários fica online

soulseekComo se diz popularmente (em inglês), necessity is the mother of invention: pesquisei, perguntei a algumas pessoas, e constatei que o Soulseek voltou a ser o grande barato para se buscar músicas. Conteúdo variado, possibilidade de se conversar com os usuários logados, e mais do que isso: uma comunidade online focada em troca de músicas. Além disso, o programa permite que você navegue nas pastas compartilhadas dos usuários ligados (desde que estes permitam, via configuração do programa), e caso a pessoa guarde as músicas separadas por álbum, você pode buscar uma determinada música e depois optar por baixar o álbum todo (toda a pasta onde ela está).

Não tenho deixado o programa ligado o tempo todo por conta da franquia de dados imposta pelo meu provedor, mas normalmente de noite deixo o compartilhando músicas. Qualquer coisa, procurem por mim lá (username: edustarling)

Good vibrations” - Beach Boys

Uns dizem que o som da banda é datado (muito anos 60, ou muito anos 70, dependendo do álbum e/ou da fase), mas eu considero as músicas deles atemporais, por serem pra mim o sinônimo de praia. Sim, praia ensolarada, água agradável (ainda que eu não goste tanto assim de ondas quanto os surfistas), gente tranquila e relaxada. São efetivamente os precursores do que se convencionou chamar de surf music.

Essa música aqui por exemplo é uma ode ao alto astral. Uma música capaz de trazer um sorriso à alma mais carrancuda. Talvez por isso tenha sido o réquiem para o personagem Charlie (um músico), na série Lost.  Mas é por esse poder que essa musiquinha simples tem que eu a escuto quase como uma terapia, em determinados momentos.

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