Quem me acompanha há algum tempo sabe que eu gosto de correr e de pedalar, mas confesso que gosto muito mais de fazer ouvindo música. O poder motivador da música nesses momentos é claro. Se não fosse, idéias como o spinning não fariam tanto sucesso.
Mesmo assim, quando eu ia pedalar nem sempre lembrava de levar um MP3 player comigo. Para correr era quase obrigatório, mas pra pedalar nem sempre. Depois que conheci o spinning vi o barato que é, e comecei a montar minhas listinhas pra ouvir nas pedaladas. São extensas, com momentos mais calmos e momentos mais pilhados. Delas, separei 5 músicas pra compartilhar com vocês:
- “One more time” - Daft Punk: Boa pra começar a pedalada, com um bom ritmo e uns trechinhos mais tranquilos. Tipo de música que funciona bem nas pistas de dança e nas pistas de corrida e pedalada
- “Andar com fé” - Pepeu Gomes e Gilberto Gil: A mensagem dessa música me motiva bastante, por si só. E esse arranjo com o Pepeu (no meio de uma versão de “Eu também quero beijar”) dá um tempero todo especial para a música.
- “Frevo mulher” - Monobloco: Essa é a música perfeita para dar aquela acelerada nos pedais e ganhar velocidade. Eu gosto MESMO é da versão do Bangalafumenga, mas essa aqui é a que mais se aproxima dela.
- “The solace of you” - Living Color: Outra boa música pra começar a pedalada. Pouca gente conhece, mas é uma música com a qual me identifico bastante. E isso faz com que seja altamente motivante na pedalada.
- “Eye of the tiger” - Survivor: Música que dispensa apresentações, pelo menos para os que acompanharam os filmes famosos dos anos 80 e 90. Essa é do filme Rocky III e virou símbolo de treinamento de superação pra muita gente. Pra mim inclusive.

Começa lenta, com uma do Barão que pouca gente se lembra e uma pérola de Alceu Valença e emenda na música-despedida dos Hoodoo Gurus em seu último álbum. A melancolia continua com Coldplay e Radiohead (‘No surprises’ é quase covardia numa lista dessas) até a MPB jogar suas tintas com uma recente do Lenine e uma das mais inspiradas de Almir Satter (inclusive regravada por Maria Bethânia).
Agora em março tivemos várias visitas ilustres. No dia 13, o Keane se apresentou novamente no Citibank Hall após quase 2 anos, com a turnê do álbum Perfect Symmetry. Pra mim foi incrível: conseguiram fazer um show ainda melhor do que o de 2007, pela turnê do álbum ‘Under the Iron Sea‘. Conhecia pouco do Perfect Symmetry, e nada melhor do que conhecer as suas músicas ao vivo de uma banda que eu sei que manda bem melhor nos shows do que em estúdio. Mas pra mim o destaque foi para a versão voz e violão que Tom Chaplin fez para The Frog Prince, do álbum anterior. Excelente!
No dia seguinte, foi a vez dos veteranos do Iron Maiden enlouquecerem seus fãs fiéis de várias gerações no palco montado na Apoteose. Dessa vez, fiz questão de estar presente pra conferir a performance deles ao vivo. Não sou um típico fã de metal, mas gostava muito quando era mais novo. No entanto, gosto bastante de ver os shows pela performance dos músicos, mesmo quando não conheço o repertório. Pra mim, bandas de metal das boas levam muito em consideração o show como um todo (e não só a música), então acabo seguindo meus amigos que realmente entendem do estilo e não tenho me arrependido. E no show do Iron então, nem se fala! Um SENHOR show de rock, uma grande demonstração de vitalidade e competência dos coroas ingleses. Agora entendo um pouco como eles geram essa paixão tão grande junto a seus fãs.
E o carnaval do Rio foi uma grande farra a céu aberto. Como comentei com alguns amigos, a última vez que vi a cidade tão cheia foi no reveillon de 1999 para 2000, onde em determinados bairros via mais carros com placa de outros estados do que daqui.
No caso do Céu na Terra (na minha opinião, um dos melhores do nosso carnaval), a alternativa foi sair no desfile pré-carnavalesco, no sábado da semana anterior. No caso do Simpatia é Quase Amor e do Cordão do Bola Preta, eu realmente não sei o que dizer. Há algum tempo evito ir neles por conta da superlotação. O meu muy querido Bangalafumenga, por exemplo, está numa situação complicada: neste ano ficou claro para muitos que a Rua Pacheco Leão já não comporta a quantidade cada vez maior de simpatizantes. Muitas pessoas que foram ao “desfile” (ênfase nas aspas, pois pelo 2º ano consecutivo o bloco ficou parado devido a superlotação da rua) não conseguiram sequer chegar perto da bateria, e alguns mal ouviam as músicas. No caso deles, fica a dúvida: dividir o bloco em dois? Fazer mais de uma apresentação ? Trocar o lugar ? Deixar como está ? Aguardemos o ano de 2010.
Exatamente por isso, digo que o grande lance desse carnaval foi investir na diversificação: conhecer novos blocos, alguns dissidentes dos grandes ‘medalhões’. Por conta disso, quem foi no Cordão do Boi Tolo (spin-off do Cordão do Boitatá) se deu muito bem. Os que deixaram de ir na concentração do Quizomba (também um dos melhores do carnaval) para acompanhar a Orquestra Voadora junto ao MAM também se divertiram bastante com uma grande diversidade de músicas em ritmo de marchinha (desde o tema de Spectreman até Billie Jean, de Michael Jackson, sem falar em outros temas tradicionais de carnaval).
Mas ao meu ver, a grande revelação deste ano foi o Exalta Rei. Formado este ano, o bloco cruzou a Urca tocando músicas de Roberto Carlos em ritmo de marchinha até parar em frente ao prédio em que ele mora, na Av. Portugal. Uma divertida homenagem a um dos grandes nomes da música brasileira, que retribuiu o carinho acenando na sacada de seu apartamento e do playground, recebendo flores e segurando o estandarte do bloco. Quem não foi, perdeu.
Como se diz popularmente (em inglês), necessity is the mother of invention: pesquisei, perguntei a algumas pessoas, e constatei que o
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