Ao vivo

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Nessa última quinta-feira, no Teatro Rival, rolou o show de lançamento do novo CD do Rodrigo Maranhão: “Passageiro“. Apesar de conviver ali no Banga há alguns anos, confesso que meu conhecimento da carreira solo dele se resumia as músicas que fizeram sucesso com outros artistas (em especial “Caminho das águas“, com a Maria Rita, e “Samba de um minuto“, com a Roberta Sá). Por isso mesmo a curiosidade de conferir o show, fora do esquema habitual do Banga. Já que comecei a confessar, lá vai outra: eu sempre preferi a versão do Banga pra “Caminho das Águas” do que a da Maria Rita #prontofalei. E o arranjo do Maranhão é obviamente nessa batida (em outras palavras, em ritmo de coco).

O show foi no esquema teatro mesmo, com todo mundo sentadinho, poucos (selecionados) músicos, e o Maranhão no modelo banquinho-e-violão. Algumas músicas me pareceram uma continuação do som que ele já fez no “Bordado” e faz no Banga, como por exemplo o samba “Fogo no paiol“. Outras já são mais experimentais e bastante interessantes, como “Quase um fado“, que no disco conta com a parceria com o português Antônio Zambujo. Na pausa entre cada música, os causos habituais contando um pouco do processo criativo das músicas e de sua interação com os músicos convidados. Destaque pra forma carinhosa como falou dos companheiros de Banga e para a boa resposta do público ao cantar seus sucessos (especialmente “Samba de um minuto“).

Não sei como está a temporada de shows para o lançamento do disco, mas recomendo ficarem atentos pra quando vierem os próximos. Ótimo programa, onde você nem sente a hora passar.

O tempo começa a esquentar, e com a proximidade da primavera essa gente boa que vive de trazer alegria para as pessoas começa a se agitar. Sim, blocos e escolas de samba começam a se movimentar para preparar as músicas que dançaremos no próximo verão.

O badalado Monobloco dá as caras na Fundição esse mês para gravar seu novo DVD. Esses shows de gravação de DVD costumam ser cansativos (se uma música não fica do jeito que eles querem, repetem até acertar), mas quem é fã de verdade nem liga pra isso.

O muy querido Bangalafumenga vem fazendo shows todo mês também na Fundição. No último (sábado, dia 3 de outubro), contou com a participação especialíssima de Maria Gadú. O próximo rola em novembro, no dia 21. TOMARA que já seja com a bateria completa!

A galera do Empolga às 9 se apresenta ao longo desse mês no Teatro Odisséia, na Lapa. Com uma banda menor, mas com um excelente repertório, um show do Empolga é diversão garantida. Shows com a bateria, só bem perto do carnaval.

Além deles (declaradamente meus prediletos), outros blocos excelentes como Quizomba, Céu na Terra, Cordão do Boitatá, Orquestra Voadora, etc. também começaram a se apresentar na noite carioca, predominantemente na Lapa.

Pra quem não é muito chegado a carnaval de rua, as escolas de samba do grupo especial e do grupo de acesso estão em fase de escolha do samba-enredo para 2010, e com isso os ensaios ficam bem animados. Destaque para Mangueira, Salgueiro, Império Serrano e União da Ilha.

Agora, se você não gosta de carnaval MESMO, indico o Submarino Viagens :)

Já falei por aqui antes, mas repito: estou adorando o fato do Rio ter voltado a ser rota das turnês internacionais! Só acho uma pena que meu bolso não possibilite que eu acompanhe tudo de bom que tem aparecido, mas tudo bem.

img_0029Agora em março tivemos várias visitas ilustres. No dia 13, o Keane se apresentou novamente no Citibank Hall após quase 2 anos, com a turnê do álbum Perfect Symmetry. Pra mim foi incrível: conseguiram fazer um show ainda melhor do que o de 2007, pela turnê do álbum ‘Under the Iron Sea‘. Conhecia pouco do Perfect Symmetry, e nada melhor do que conhecer as suas músicas ao vivo de uma banda que eu sei que manda bem melhor nos shows do que em estúdio. Mas pra mim o destaque foi para a versão voz e violão que Tom Chaplin fez para The Frog Prince, do álbum anterior. Excelente!

14032009_008No dia seguinte, foi a vez dos veteranos do Iron Maiden enlouquecerem seus fãs fiéis de várias gerações no palco montado na Apoteose. Dessa vez, fiz questão de estar presente pra conferir a performance deles ao vivo. Não sou um típico fã de metal, mas gostava muito quando era mais novo. No entanto, gosto bastante de ver os shows pela performance dos músicos, mesmo quando não conheço o repertório. Pra mim, bandas de metal das boas levam muito em consideração o show como um todo (e não só a música), então acabo seguindo meus amigos que realmente entendem do estilo e não tenho me arrependido. E no show do Iron então, nem se fala! Um SENHOR show de rock, uma grande demonstração de vitalidade e competência dos coroas ingleses. Agora entendo um pouco como eles geram essa paixão tão grande junto a seus fãs.

E na semana seguinte, na mesma Apoteose, cariocas e turistas puderam assistir ao show de Kraftwerk e Radiohead, com abertura do Los Hermanos, recém reunidos. Infelizmente, fiquei fora dessa. :(

Amanhã terá o show dos veteranos do Kiss. Espero estar lá pra ver de perto, porque é outro imperdível

Que venha 2009!

Este ano que passou foi muito bom para quem curte ir a shows. No primeiro semestre, a visita dos cada vez mais frequentes ingleses do Iron Maiden, e a presença ilustre da lenda viva Bob Dylan. Começando o 2º semestre tivemos a vinda do Muse, um dos bons alternativos que andam por aí, e agora no fim do ano um elenco de primeira: Maroon5, Offspring, R.E.M., Madonna, Duran Duran e Queen.

Destes, fui apenas no R.E.M., que vem a ser a minha banda predileta. Queria muito também ter ido nos shows de Bob Dylan, Muse, Offspring e Queen, mas infelizmente não pude. Especialmente nos 2 últimos, onde o que faltou mesmo foi tempo (apesar de eu ter gasto uma pequena fortuna pra ver o R.E.M., que foi mais ou menos na mesma época).

Felizmente 2009 já começa mostrando que teremos muito mais atrações de alto nível por aqui. Já em janeiro, teremos Elton John, com show de abertura de James Blunt (Rio e São Paulo). Depois, Alais Morrisette passa por várias cidades no fim de janeiro / início de fevereiro. Confirmados também Radiohead, Keane e Iron Maiden, no mês de março. Muita boataria ainda rola em relação a outros grandes nomes, como Paul McCartney, Oasis e Coldplay. Vamos aguardar!

Impecável

Lá fui no fim de semana ter um reencontro com o R.E.M., uma das minhas bandas prediletas. Só não digo que é A por causa de dois punhados de britânicos (Beatles e U2) pelos quais tenho um apreço imenso. Para todos esses, eu pagaria o dinheiro que fosse pra ir em um show. E foi o que fiz sábado passado, no HSBC Arena: morri numa boa grana para ir na Pista VIP

Em relação ao lugar, só tenho a reclamar do som. Do lado esquerdo do palco, o baixo sumia, e no lado direito o som parecia chapado (ou 2D, sei lá). Mas aí eu acho que é mais uma questão do engenheiro de som do que do lugar. Afinal de contas, o HSBC Arena não me pareceu ser a caixa de eco que era o Maracanãzinho. A entrada de carros foi um ponto forte. Super bem organizada, com vários profissionais orientando os carros ao chegar, e MUITO espaço dentro das dependências da Arena para estacionar. O preço para estacionar não é barato (15 reais), mas sai mais em conta do que pagar um táxi até lá, mesmo no meu caso (moro relativamente perto).

Antes da banda, rolou show de abertura do ex-Barão Vermelho Fernando Magalhães, que eu acabei não assistindo. Bares tranquilos, bebidas por um preço honesto: mais caro que lá fora, mas nada exorbitante. Fiquei no bar bebendo uma cervejinha e batendo papo com o Surfista. Gente finíssima, tal qual sugere seus ótimos textos. Infelizmente não tivemos a presença do herói de Etérnia, mas como é um cara bastante ocupado, a gente relevou.

Algum tempo depois do horário previsto, a banda americana entra em palco esbanjando vitalidade e entrosamento com uma faixa do Accelerate chamada ‘Living well is the best revenge‘. Confesso que ouvi bem pouco esse último álbum, pois ainda não tinha mergulhado nele de jeito. Com o show tudo fez sentido pra mim: músicas alegres, agitadas, mas não por isso menos melódicas. Em algumas músicas, como a ‘Supernatural Superserious’ (tocada mais para o final do show), me soa bem de longe uns ecos da surf music australiana dos anos 80 e 90. O que achei de mais interessante no show foi terem feito muito bem a mescla de músicas antigas com músicas novas, e mais que isso: usaram algumas músicas pouco trabalhadas dos discos antigos, que inclusive alguns fãs não conheciam. Logo na 2ª música, tocam uma ótima do Life’s Rich Pageant (‘These Days‘) e mais adiante um sucesso antigo que eu adoro: ‘Driver 8‘. Mais adiante, escolhem justamente uma das músicas que menos ouço no Automatic for the People: ‘Ignoreland‘. Mas qual o padrão para essas escolhas? Simples: músicas alegres e vibrantes, tal qual boa parte desse álbum de trabalho, e tal qual o espírito da banda com a eleição recente de Barack Obama para presidente dos EUA.

Mais adiante, outra surpresa: ‘Exhuming McCarthy‘, do mesmo disco das badaladas ‘The One I Love‘ (que também tocaram), ‘Finest Worksong‘ (tocada em 2001) e a espetacular ‘It’s the end of the world as we know it (and I feel fine)‘, que fechou a primeira parte do show. Pra mim, uma grata surpresa (é uma das que mais gosto do Document), mas muita gente ali não conhecia e pensou se tratar de uma música do disco novo. Na parte mais introspectiva, não faltaram as obrigatórias ‘Everybody hurts‘ e ‘The Great Beyond‘, e entraram para o time as excelentes ‘Sweetness follows‘ e ‘Nightswimming‘, ambas do Automatic. Também cairiam bem aqui ‘Daysleeper‘ e ‘I’ll take the rain‘, procurando não repetir a ótima ‘At my most beautiful‘, tocada no show de 2001. No bis, obviamente não faltaram a mais conhecida pelo grande público (‘Losing my Religion‘) e a grande música alegrinha do Automatic, ‘Man on the Moon‘.

No mais, além daquelas tentativas básicas de simpatizar com o público local, como um ou outro ‘obrigado’, bandeira do Brasil, we love you Rio, etc; rolaram algumas gracinhas no telão (como a imagem de um papel pedindo para o público gritar mais alto, pedindo o bis), e palmas e gestos feitos por Stipe e Mills pedindo que o público os imitasse. Um show e tanto, que no meu ranking só não barrou o de 2001 por uma questão de repertório. Se tocasse ‘Electrolite‘, seria pelo menos empate. Espero que voltem mais vezes pro lado de cá da linha do equador, agora que sabem mesmo o caminho.

A volta do R.E.M.

Depois de uma apresentação antológica no Rock in Rio III, a banda americana de Athens (Georgia) volta ao país para um total de 4 apresentações: duas em São Paulo (10 e 11/nov), uma no Rio (8/nov) e outra em Porto Alegre (6/nov).

Os shows de São Paulo vão acontecer no Via Funchal, e os ingressos estão à venda desde o dia 15. O mais barato (pista) custa R$200 e o mais caro (VIP) custa R$500. Os shows do Rio acontecerão no HSBC Arena (antiga Arena do Pan, perto do Autódromo de Jacarepaguá), com ingressos variando de R$200 a R$400, com vendas começando no dia 25. Os dados de Porto Alegre vou ficar devendo por enquanto.

Apesar de ser a turnê de trabalho do álbum Accelerate, eles com certeza vão tocar músicas de toda a carreira, o que muito me interessa. A julgar pelo show do Rock in Rio III, pretendo correr para garantir meu ingresso, mesmo duvidando que esgote rápido como o show da Madonna. O preço realmente é um tanto salgado, mas é o tipo de loucura aceitável que fãs cometem poucas vezes na vida ;)

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