Alguns começariam essa lista falando de estilos musicais. No entanto, é cada vez mais difícil de se definir determinados estilos e colocar os devidos rótulos. Me parece mais lógico entender a existência de grandes estilos musicais (como o pop e o rock), que ao longo da história apresentaram variações de acordo com o contexto histórico. A estas variações estou dando o nome de movimentos musicais, embora alguns compliquem a história e chamem de sub-gênero, por exemplo.
Dito isso, eis a lista:
- Britpop: rock pop com toques de melancolia, inspirado em bandas britânicas dos anos 60 e 70 (Kinks, Beatles, Clash, etc), mas com forte influência do The Smiths. Surgiu em Manchester (Inglaterra) no início dos anos 90 e se popularizou mundialmente com Blur e principalmente Oasis
- Tropicália: movimento que engloba a cultura brasileira como um todo durante o jugo da ditadura militar (década de 70), mas que teve na música o seu grande fato gerador. Os festivais de música promovidos pela Rede Globo nos anos 70 são considerados como o início do movimento, em especial a apresentação de “Alegria, alegria” por Caetano Veloso e “Domingo no parque”, por Gilberto Gil e Os Mutantes
- BRock: na verdade, é o resgate da cena rock nacional pós ditadura militar. Na primeira metade da década de 80 (especialmente no ano de 1985), ocorreu o surgimento de uma infinidade de bandas de rock brasileiras, com forte repercussão nas rádios. Algumas bandas só se mantiveram durante o hype, e hoje sobrevivem de festas saudosistas (como a Festa Ploc), enquanto outras se consolidaram definitivamente no cenário musical brasileiro, como Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Titãs, Ira!, Barão Vermelho, Lulu Santos, Lobão, entre outros
- Bossa nova: movimento nacional surgido no final da década de 50, onde um grupo de artistas de origem universitária se reunia para ouvir e fazer música, e desenvolveu uma nova forma de tocar música. A esta nova forma foi dado o nome de Bossa Nova, com influências do samba de breque e do jazz americano feito no pós-guerra. Principais artistas: Tom Jobim, João Gilberto, Nara Leão, Vinícius de Morais, Marcos Valle, Roberto Menescal, entre outros.
- Grunge: movimento musical surgido em Seattle (EUA) na década de 90. Basicamente rock alternativo com fortes influências do heavy metal e do punk rock do final da década de 80. Tem como característica um som ’sujo’, com vocais arrastados e guitarras distorcidas. Principais artistas: Nirvana, Pearl Jam e Soundgarden, além de outros de fora de Seattle, como Stone Temple Pilots e Smashing Pumpkins.

Em relação ao lugar, só tenho a reclamar do som. Do lado esquerdo do palco, o baixo sumia, e no lado direito o som parecia chapado (ou 2D, sei lá). Mas aí eu acho que é mais uma questão do engenheiro de som do que do lugar. Afinal de contas, o HSBC Arena não me pareceu ser a caixa de eco que era o Maracanãzinho. A entrada de carros foi um ponto forte. Super bem organizada, com vários profissionais orientando os carros ao chegar, e MUITO espaço dentro das dependências da Arena para estacionar. O preço para estacionar não é barato (15 reais), mas sai mais em conta do que pagar um táxi até lá, mesmo no meu caso (moro relativamente perto).
Algum tempo depois do horário previsto, a banda americana entra em palco esbanjando vitalidade e entrosamento com uma faixa do Accelerate chamada ‘Living well is the best revenge‘. Confesso que ouvi bem pouco esse último álbum, pois ainda não tinha mergulhado nele de jeito. Com o show tudo fez sentido pra mim: músicas alegres, agitadas, mas não por isso menos melódicas. Em algumas músicas, como a ‘Supernatural Superserious’ (tocada mais para o final do show), me soa bem de longe uns ecos da surf music australiana dos anos 80 e 90. O que achei de mais interessante no show foi terem feito muito bem a mescla de músicas antigas com músicas novas, e mais que isso: usaram algumas músicas pouco trabalhadas dos discos antigos, que inclusive alguns fãs não conheciam. Logo na 2ª música, tocam uma ótima do Life’s Rich Pageant (‘These Days‘) e mais adiante um sucesso antigo que eu adoro: ‘Driver 8‘. Mais adiante, escolhem justamente uma das músicas que menos ouço no Automatic for the People: ‘Ignoreland‘. Mas qual o padrão para essas escolhas? Simples: músicas alegres e vibrantes, tal qual boa parte desse álbum de trabalho, e tal qual o espírito da banda com a eleição recente de Barack Obama para presidente dos EUA.
Mais adiante, outra surpresa: ‘Exhuming McCarthy‘, do mesmo disco das badaladas ‘The One I Love‘ (que também tocaram), ‘Finest Worksong‘ (tocada em 2001) e a espetacular ‘It’s the end of the world as we know it (and I feel fine)‘, que fechou a primeira parte do show. Pra mim, uma grata surpresa (é uma das que mais gosto do Document), mas muita gente ali não conhecia e pensou se tratar de uma música do disco novo. Na parte mais introspectiva, não faltaram as obrigatórias ‘Everybody hurts‘ e ‘The Great Beyond‘, e entraram para o time as excelentes ‘Sweetness follows‘ e ‘Nightswimming‘, ambas do Automatic. Também cairiam bem aqui ‘Daysleeper‘ e ‘I’ll take the rain‘, procurando não repetir a ótima ‘At my most beautiful‘, tocada no show de 2001. No bis, obviamente não faltaram a mais conhecida pelo grande público (‘Losing my Religion‘) e a grande música alegrinha do Automatic, ‘Man on the Moon‘.
Muitos associam o carnaval do Rio de Janeiro ao desfile das escolas de samba, pura e simplesmente. Um grande show de cores e música, sem dúvida, mas há tempos que o carnaval do Rio não vive só do Sambódromo, na Marquês de Sapucaí. De uns 10 anos pra cá, vem ressurgindo na cidade o carnaval de rua, tradicional em décadas passadas, mas que foi quase extinto nos anos 80 e 90. Por algum tempo, já na década de 90, o Rio era o refúgio de gringos, apaixonados pelas escolas de samba e pessoas interessadas em praias tranquilas e cinemas vazios.
Ultimamente, muita gente aposentou os abadás para entrar de sola no carnaval de rua carioca. O número estimado de foliões dos blocos mais famosos chega à casa dos 500mil. Alguns deles não divulgam o horário do desfile, para minimizar o tumulto. Outros, geram blocos dissidentes, tão bons ou melhores que os originais. Já podemos ver apresentações destes grupos ao longo de todo o ano, nas melhores casas de shows da cidade. Os mais ligados à música podem inclusive se inscrever nas oficinas de percussão de alguns desses blocos e se preparar para ser mais do que um folião no carnaval. E eu, claro, não podia deixar essa passar. 
Recent Comments