January 2009

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Nova fonte

Durante muito tempo, o eMule era o meu pastor, e música alguma me faltava. De uns 2 meses pra cá, tem sido quase impossível encontrar músicas em variedade e quantidade, sem contar a lentidão para baixar, em virtude do tamanho das filas e do pouco tempo que a maioria dos usuários fica online

soulseekComo se diz popularmente (em inglês), necessity is the mother of invention: pesquisei, perguntei a algumas pessoas, e constatei que o Soulseek voltou a ser o grande barato para se buscar músicas. Conteúdo variado, possibilidade de se conversar com os usuários logados, e mais do que isso: uma comunidade online focada em troca de músicas. Além disso, o programa permite que você navegue nas pastas compartilhadas dos usuários ligados (desde que estes permitam, via configuração do programa), e caso a pessoa guarde as músicas separadas por álbum, você pode buscar uma determinada música e depois optar por baixar o álbum todo (toda a pasta onde ela está).

Não tenho deixado o programa ligado o tempo todo por conta da franquia de dados imposta pelo meu provedor, mas normalmente de noite deixo o compartilhando músicas. Qualquer coisa, procurem por mim lá (username: edustarling)

Good vibrations” – Beach Boys

Uns dizem que o som da banda é datado (muito anos 60, ou muito anos 70, dependendo do álbum e/ou da fase), mas eu considero as músicas deles atemporais, por serem pra mim o sinônimo de praia. Sim, praia ensolarada, água agradável (ainda que eu não goste tanto assim de ondas quanto os surfistas), gente tranquila e relaxada. São efetivamente os precursores do que se convencionou chamar de surf music.

Essa música aqui por exemplo é uma ode ao alto astral. Uma música capaz de trazer um sorriso à alma mais carrancuda. Talvez por isso tenha sido o réquiem para o personagem Charlie (um músico), na série Lost.  Mas é por esse poder que essa musiquinha simples tem que eu a escuto quase como uma terapia, em determinados momentos.

  1. Take on me” – A-Ha: Se o A-Ha parasse nessa música e não fizesse mais nada, já teria cumprido sua missão na Terra. Além de ter um videoclipe excelente e muito bem feito (principalmente se considerarmos a época em que foi feito), é extremamente motivante, daquelas que não te deixa ficar parado. Especialmente o pé direito numa estrada bem pavimentada
  2. My favourite game” – The Cardigans: Essa música é tão gostosa de se ouvir dirigindo na estrada que o videoclipe não tinha como ter outro tema
  3. Coração bobo” – Alceu Valença e Geraldo Azevedo (Grande Encontro): Não conheço a versão original, mas essa gravação do Grande Encontro (Zé Ramalho, Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo) é de um astral contagiante. Tanto que é muito usada em aulas de spinning cujo tema é música brasileira. E eu uso muito nos meus playlists de estrada, pelo mesmo motivo.
  4. I drove all night” – Roy Orbison: Já seria uma boa indicação pela letra, mas a versão do Roy Orbison mostra que o arranjo também faz toda a diferença, especialmente se comparando com a versão da Cindy Lauper
  5. Just like heaven” – The Cure: Presente nas minhas coletâneas de viagem desde que inventaram a fita cassete, ou melhor, desde que eu me entendo por gente e gravo minhas próprias fitas. Se adaptou muito bem a minha transição de passageiro a motorista

Carnaval à vista

Início de janeiro traz aquele saudade dos tempos em que tínhamos uns 3 meses de férias por ano. Parece que o ar é diferente (aqui no Rio, pelo menos, é MUITO quente), tem um cheiro de ‘diversão‘ no ar quase inconfundível. Na Lagoa, os quiosques lotam em praticamente todas as noites de céu estrelado. No trânsito, placas de vários estados do país. Pra ser perfeito, só faltava eu estar de férias, mas enfim…

Uma das coisas boas de janeiro é a chegada do carnaval (ok, não para os que o veem como mais um feriado prolongado). As escolas de samba entram na reta final de ensaios e confecção de fantasias. As quadras ficam animadas, com ensaios toda semana. Já se pode ouvir alguns sambas nas lojas de CDs. Na programação cultural, além dos ensaios das escolas, os ensaios dos blocos. Como já disse aqui anteriormente, de uns anos pra cá estes voltaram à moda, e hoje são o grande barato (literalmente) do carnaval no Rio.

Andando pela cidade, vemos cartazes de apresentações de vários deles (Empolga às 9, Mulheres de Chico, Suvaco de Cristo, Monobloco, Spanta Neném, Me Esquece, Cordão do Bola Preta, etc), se apresentando geralmente nas casas da Lapa. Nessa época, costumam circular emails com a programação dos blocos ao longo de janeiro e fevereiro, mas enquanto isso não ocorre, este blog é o grande ponto de partida para informações carnavalescas na Cidade Maravilhosa. Ah sim, aproveitando o assunto: o Banga vai se apresentar novamente na Fundição, no dia 31, fazendo o lançamento de seu 2º CD (Barraco Dourado). Quem ouviu gostou bastante!

Fake Plastic Trees” – Radiohead

Nessa aqui eu resisti muito pra não colocar “Fluorescent adolescent“, que vem a ser uma das minhas prediletas hoje em dia. No entanto, apesar de totalmente viciado nela, impliquei com o fato de eu achar a letra meio confusa. E com a letra F, de cara me vieram 2 outras músicas ótimas, todas com letras ótimas: a obra prima “Futuros amantes“, onde Chico Buarque mostra que faz rima até com a palavra escafandristas, e “Falsa consideração“, um samba bastante honesto de Jorge Aragão.

No entanto, na minha humilde opinião nenhuma destas chega aos pés desta preciosidade do Radiohead, do álbum ‘The Bends‘ (o segundo da banda). Foi um marco na história da banda, que daí em diante se especializou nessas canções lindamente melancólicas (que o diga o álbum ‘Ok computer‘ como um todo). Segundo consta, o vocalista Thom Yorke caiu em lágrimas após gravar os vocais da música, em apenas um take. Em outras palavras, não é uma música recomendada para suicidas em potencial.

A letra fala desse mundo falso e de aparência em que vivemos, das mulheres que apelam para a cirurgia “mas a gravidade sempre vence“. Um trecho em especial me toca bastante:

She looks like the real thing
She tastes like the real thing
My fake plastic love
But I can’t help the feeling
I could blow through the ceiling
If I just turn and run

Ela parece perfeita até demais, plastificada, falsa (dá-lhe Photoshop!), que parece que vai sair voando como um balão se ele simplesmente a deixar de lado e sair.

Como toda música bem sucedida, vários artistas de renome fizeram versões cover dela, como KT Tunstall (que aliás é linda, com voz sobre piano), Alanis Morrisette (durante a turnê de Jagged-Little Pill) e Travis, entre outros. Muitas são fáceis de encontrar em ferramentas de P2P, como o Soulseek. Me disseram que existe uma versão cover feita pelo Marillion. Se alguem encontrar me avise :)

Top 5 de 2008

Esse tipo de lista é, por definição, muito pessoal. Mas essa aqui com certeza é diferente de qualquer outra:

  1. Fluorescent adolescent” – Arctic Monkeys: Apesar de ser de 2007, seguiu tocando nas rádios até meados de 2008, e me acompanhou praticamente o ano inteiro. Para uns, é “a” minha música. E em 2008, realmente foi.
  2. Young folks” – Peter, Bjorn and John: viciei nessa música desde a 1ª vez que a ouvi, na pista da Bukowski (Botafogo). Tendo a simpatizar com músicas com assovio, mas essa ainda por cima tem um ritmo contagiante, outra coisa que costuma chamar minha atenção numa música.
  3. Tenho sede” – Gilberto Gil: música que simpatizo há bastante tempo, mas que foi especialmente importante nesse 2008 que passou. Letra simples e direta, parece dizer tudo o que temos pra falar naqueles momentos em que o nó na garganta nos impede de balbuciar uma palavra sequer.
  4. Red Light” – The Strokes: desde que fiquei viciado em “You only live once” nos idos de 2006 que aprendi a não mais subestimar os Strokes, tal qual fiz no passado. De lá pra cá, vim descobrindo músicas deles nos álbuns já lançados, como “Someday”, que só fui prestar atenção em 2007. Essa aqui eu descobri por acaso, agora mais pro fim de 2008, ouvindo de bobeira o álbum “First impressions of Earth”. Ainda sou completamente viciado nessa música.
  5. Beast of burden” – The Rolling Stones: depois de anos de injustiça da minha parte, agora em 2008 comecei a ouvir de verdade as músicas dos Stones, não apenas aqueles sucessos consagrados (“Satisfaction” eu não consigo ouvir nem mesmo os primeiros acordes, por exemplo). Essa aqui é a que mais tenho ouvido, descoberta graças a São Random numa viagem que fiz em outubro.

Que venha 2009!

Este ano que passou foi muito bom para quem curte ir a shows. No primeiro semestre, a visita dos cada vez mais frequentes ingleses do Iron Maiden, e a presença ilustre da lenda viva Bob Dylan. Começando o 2º semestre tivemos a vinda do Muse, um dos bons alternativos que andam por aí, e agora no fim do ano um elenco de primeira: Maroon5, Offspring, R.E.M., Madonna, Duran Duran e Queen.

Destes, fui apenas no R.E.M., que vem a ser a minha banda predileta. Queria muito também ter ido nos shows de Bob Dylan, Muse, Offspring e Queen, mas infelizmente não pude. Especialmente nos 2 últimos, onde o que faltou mesmo foi tempo (apesar de eu ter gasto uma pequena fortuna pra ver o R.E.M., que foi mais ou menos na mesma época).

Felizmente 2009 já começa mostrando que teremos muito mais atrações de alto nível por aqui. Já em janeiro, teremos Elton John, com show de abertura de James Blunt (Rio e São Paulo). Depois, Alais Morrisette passa por várias cidades no fim de janeiro / início de fevereiro. Confirmados também Radiohead, Keane e Iron Maiden, no mês de março. Muita boataria ainda rola em relação a outros grandes nomes, como Paul McCartney, Oasis e Coldplay. Vamos aguardar!

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