March 2009

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Have you ever seen the rain” – Creedence Clearwater Revival

Uma das músicas mais tocadas e regravadas dos anos 70. Melodia simples e letra marcante, que já suscitou várias interpretações por parte dos fãs desta bela música. Uma das mais famosas fala que é uma alusão à guerra do Vietnã, falando da chuva de bombas. No entanto, John Fogerty (autor da música) esclarece que a letra reflete o momento tenso pelo qual a banda passava na época, que culminou na saída de Tom Fogerty da banda em 1971, logo após o lançamento do álbum Pendulum (do qual a música faz parte)

Ouvi essa música pela 1ª vez no início dos anos 90. Era uma fase de reflexão, estava mudando de curso e de faculdade. Lembro que a melodia tranquila e a simplicidade do que era cantado me ajudaram bastante a enfrentar aquele período conturbado. A música ficou na minha memória como um alento nos períodos complicados da vida. Como se alguém dissesse: “Não se preocupe demais, tudo passa”.

Dada a quantidade de versões cover feitas para essa música, pelo visto não fui o único a me sensibilizar com ela. ;)

tn_img_0010E o carnaval do Rio foi uma grande farra a céu aberto. Como comentei com alguns amigos, a última vez que vi a cidade tão cheia foi no reveillon de 1999 para 2000, onde em determinados bairros via mais carros com placa de outros estados do que daqui.

Graças ao trabalho de alguns abnegados que acreditaram na volta à tradição do carnaval de rua carioca, tivemos esse ano um grande festival de blocos dos mais variados estilos enchendo as ruas e agitando a massa. Bom, acho que faltou uma ênfase: agitando a MASSA. Porque em determinados blocos, tinha gente DEMAIS! Apesar de alguns blocos mais badalados não divulgarem o horário do desfile ou mesmo divulgar informações erradas propositalmente (o que eu acho um absurdo, mas tudo bem), a superlotação comprometeu a diversão em alguns destes.

tn_img_0032No caso do Céu na Terra (na minha opinião, um dos melhores do nosso carnaval), a alternativa foi sair no desfile pré-carnavalesco, no sábado da semana anterior. No caso do Simpatia é Quase Amor e do Cordão do Bola Preta, eu realmente não sei o que dizer. Há algum tempo evito ir neles por conta da superlotação. O meu muy querido Bangalafumenga, por exemplo, está numa situação complicada: neste ano ficou claro para muitos que a Rua Pacheco Leão já não comporta a quantidade cada vez maior de simpatizantes. Muitas pessoas que foram ao “desfile” (ênfase nas aspas, pois pelo 2º ano consecutivo o bloco ficou parado devido a superlotação da rua) não conseguiram sequer chegar perto da bateria, e alguns mal ouviam as músicas. No caso deles, fica a dúvida: dividir o bloco em dois? Fazer mais de uma apresentação ? Trocar o lugar ? Deixar como está ? Aguardemos o ano de 2010.

tn_img_0018Exatamente por isso, digo que o grande lance desse carnaval foi investir na diversificação: conhecer novos blocos, alguns dissidentes dos grandes ‘medalhões’. Por conta disso, quem foi no Cordão do Boi Tolo (spin-off do Cordão do Boitatá) se deu muito bem. Os que deixaram de ir na concentração do Quizomba (também um dos melhores do carnaval) para acompanhar a Orquestra Voadora junto ao MAM também se divertiram bastante com uma grande diversidade de músicas em ritmo de marchinha (desde o tema de Spectreman até Billie Jean, de Michael Jackson, sem falar em outros temas tradicionais de carnaval).

tn_img_0005Mas ao meu ver, a grande revelação deste ano foi o Exalta Rei. Formado este ano, o bloco cruzou a Urca tocando músicas de Roberto Carlos em ritmo de marchinha até parar em frente ao prédio em que ele mora, na Av. Portugal. Uma divertida homenagem a um dos grandes nomes da música brasileira, que retribuiu o carinho acenando na sacada de seu apartamento e do playground, recebendo flores e segurando o estandarte do bloco. Quem não foi, perdeu.

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