May 2009

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It ain’t over ’till it’s over” – Lenny Kravitz

Fiquei um bom tempo sem seguir essa brincadeira que eu criei. Parei um tempo pra pensar nas músicas começadas por I, vi muitas que gosto, mas ainda não tinha dado aquele estalo pra escrever. Estava quaaaase escrevendo sobre outra do The Cure (com certeza a “In-between days”, Maria).

Só que nas redes sociais que participo (mais especificamente no twitter e no blip) andou rolando papos interessantes falando de músicas de fossa e os tropeços que passamos até cair na mais pura dor de cotovelo. Pensando nisso passei no blog do Doug e o assunto era exatamente esse! Na hora de comentar, me veio à mente essa música do Lenny Kravitz, que além de entrar no assunto é uma delícia de ouvir.

A letra não tem os versos rebuscados do R.E.M. (que eu me amarro), nem o romantismo cafajeste de Axl Rose no Guns, nem a verve adolescente das letras antigas do Smiths. É pá-pum, direto ao assunto. Vejam:

So many tears I’ve cried
So much pain inside
But baby it ain’t over ’till it’s over

So many years we’ve tried
To keep our love alive
But baby it ain’t over ’till it’s over

Perfeito, não acham? Quem não teve um pensamento desses no embate de um relacionamento que atire o primeiro CD

Como já disse aqui e no Vida de Navegante, é impressionante o apelo que o assunto ‘fossa‘ tem junto a quem lê blogs. Acho que isso deve ser algo cultural, essa coisa de brasileiro se achar coitado e se unir na adversidade. Ou até é do ser humano, brasileiro ou não.

Fato é: meu post falando das 5 músicas pra se ouvir na fossa foi o que mais comentários recebeu por aqui. E ontem, ao voltar pra casa um tanto melancólico sem nenhuma razão concreta, resolvi mandar no blip.fm uma sequência de músicas nessa linha. Apelidada carinhosamente de #mimimi (alusão a hashtag do twitter para chororôs e afins), teve ótima receptividade por quem me ouve no blip e me rendeu uma grande quantidade de props num curto espaço de tempo.

blipfm_lgComeça lenta, com uma do Barão que pouca gente se lembra e uma pérola de Alceu Valença e emenda na música-despedida dos Hoodoo Gurus em seu último álbum. A melancolia continua com Coldplay e Radiohead (‘No surprises’ é quase covardia numa lista dessas) até a MPB jogar suas tintas com uma recente do Lenine e uma das mais inspiradas de Almir Satter (inclusive regravada por Maria Bethânia).
U2 segue a lista com o hino dos descontentes, e depois coloco a primeira de Cazuza em carreira solo. Depois outra do Radiohead (no ótimo cover feito por KT Tunstall), e daí a lista vai ficando mais animada: ri de si mesma com a breguice de Fagner, e anima com uma ótima do Barão, uma dos primórdios dos Titãs e fechando com uma relativamente recente do New Order. Em outras palavras, eis a lista:

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