“It ain’t over ’till it’s over” – Lenny Kravitz
Fiquei um bom tempo sem seguir essa brincadeira que eu criei. Parei um tempo pra pensar nas músicas começadas por I, vi muitas que gosto, mas ainda não tinha dado aquele estalo pra escrever. Estava quaaaase escrevendo sobre outra do The Cure (com certeza a “In-between days”, Maria).
Só que nas redes sociais que participo (mais especificamente no twitter e no blip) andou rolando papos interessantes falando de músicas de fossa e os tropeços que passamos até cair na mais pura dor de cotovelo. Pensando nisso passei no blog do Doug e o assunto era exatamente esse! Na hora de comentar, me veio à mente essa música do Lenny Kravitz, que além de entrar no assunto é uma delícia de ouvir.
A letra não tem os versos rebuscados do R.E.M. (que eu me amarro), nem o romantismo cafajeste de Axl Rose no Guns, nem a verve adolescente das letras antigas do Smiths. É pá-pum, direto ao assunto. Vejam:
So many tears I’ve cried
So much pain inside
But baby it ain’t over ’till it’s overSo many years we’ve tried
To keep our love alive
But baby it ain’t over ’till it’s over
Perfeito, não acham? Quem não teve um pensamento desses no embate de um relacionamento que atire o primeiro CD

Começa lenta, com uma do Barão que pouca gente se lembra e uma pérola de Alceu Valença e emenda na música-despedida dos Hoodoo Gurus em seu último álbum. A melancolia continua com Coldplay e Radiohead (‘No surprises’ é quase covardia numa lista dessas) até a MPB jogar suas tintas com uma recente do Lenine e uma das mais inspiradas de Almir Satter (inclusive regravada por Maria Bethânia).
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